#MIGASUALOKA

MIGALOKA

 SE CUIDA
Miga, não é porque você se acha a MAIORAL que vamos esquecer que você usa salto alto até na hora de lavar o pátio. tá?

ZAP-ZAP
Miga, só acho: fica feio você no zap até no meio da rua. Depois não sabe explicar as quedas que leva!

LOCA, LOCA
Miga, te digo uma coisa: SEM ANEXO é quando não vem NADA anexado ao e-mail; SEM NEXO é outros papos, tá?

 

MIGA3

DILMAIS
Miga, te dando os papos: você NÃO É A DILMA ROUSSEFF. Portanto, PARA COM ESSA MANIA DE PERSEGUIÇÃO!

 

FAST FOOD
Miga, só te digo: quando o médico falou em COMIDA COLORIDA no teu prato, ela não disse NADA sobre SÓ COMER JUJUBAS!

 

DILMAIS (2)
Miga, sua loca: para de se achar PODEROSA e cantar no espelho aquele velho sambinha: Poderosa é você…

 

PALAVRAS
Miga, assim: BULLYNG (violência física ou emocional) não tem NADA A VER com BOLINAR (apalpar ou encostar-se a uma outra pessoa com fins libidinosos, geralmente de modo furtivo). Então, sua vaca louca, aquele teu pretê tá é te APALPANDO!

 

CLASSIFICAÇÃO
Migas, confiram abaixo as categorias das migassssssss…

MIGA2

PURPURINANDO

* Nem tudo que reluz é ouro, viu miga? Existe também Romannel!
* Migas, nem conto procês: tem um gato por aí, cheio de charme, que tá fazendo a mulherada subir no telhado. Quem é? Depois eu conto!
* Provei e aprovei a comida do Boteco do Dengoso. O sanduba de jabá com ovo choco é dilmaisssss.
* Gente, o que é que é isso! O Santoro de coronel na novela das 21 horas tá mais pra biba enrustida! ‪#‎sóacho‬
* Nada é perfeito: batom 24 horas fica na camisa do bofe, viu ?
* FUI, DO VERBO TÔ INDOBYE, BYE, SO LONG, FARWELL.

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A LENDA DO PATO GIGANTE

O velho tossiu. Dirigiu-se ás crianças:

– Isso foi há muito tempo…

– Conta Vovô, conta!

– Tá bom. Eram tempos difíceis aqueles. Muita fome. Muito desemprego. Muita miséria no nosso reino. Houvera um tempo de bonança em que nosso povo foi feliz, mas tudo veio por água abaixo, desde que foram descobertas tenebrosas transações entre ministros do rei e da rainha e ricaços do reino.

– Vô, por que os ricos queriam ficar mais ricos?

– Pelo poder, meninos, pelo poder. O maldito poder que faz com que seres iguais a nós se achem acima do Bem e do Mal.

– Foi nesse tempo que surgiu o deus Pato?

– Foi sim. O Povo estava desiludido. Em horas assim, creiam-me, começa a se acreditar em qualquer coisa. Foram para as ruas. Queriam a cabeça da Rainha. Protestaram. Foi aí que surgiu, dizem alguns que vindo do céu, o Pato Gigante.

– Nossa, Vô! Ele tinha superpoderes?

– Quase isso. O Pataço detinha cerca de 90% do PIB nacional, que é como se calcula a riqueza do do reino, conforme o antigo matemático Sir Cers nos ensinou, e representava exatamente quinze famílias.

– Estranho, é Vô?

– Eram tempos estranhos aqueles, já disse. O Pataço tomou conta de tudo. Depuseram rei e rainha, multidões foram às ruas com ele voando sobre elas. Olhem essa foto aqui.

opatola

– E depois?

– Depois o Pataço colocou como rei um anão que era amigo dele, e se descobriu que quem manipulava o Pataço eram os ricaços, que abriram as prisões e libertaram seus amigos ricaços e ficaram mais ricos ainda, claro, explorando a gente.

– Caramba! E a lenda do Sapo Barbudo?

– Essa é outra história, gente, outra História…

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CARTA ABERTA AO YAGO

Por ALFREDO GARCIA-BRAGANÇA

Aquela estreita faixa de terra, ali na lateral do gramado, vai ter uma ausência sentida a partir de janeiro de 2016, quando não estiveres mais por lá.

Aquele grito que ficava entalado na garganta da torcida, quando te encaminhavas para ajeitar a bola de forma carinhosa, paciente, serena, para bater uma falta ou um pênalti, vai permanecer como um vir-a-ser, porque também não estarás mais lá.

Nenhuma criança, daquelas tantas que em legião te acompanhavam na entrada ao gramado de jogo, estenderá mais a mão a ti com o boneco Pikachu do lado.

A ausência é um jeito da gente anar mais ainda aquele que deixa saudades. Ainda mais quando a gente fala de futebol.

Sim, eu sei que é apenas um jogo, e que tudo se resume em dois tempos de quarenta e cinco minutos, com mais um pouco da prorrogação.

Sim, eu também sei que a bola é apenas uma esfera de couro ou material sintético, e que muita gente duvida que se possa fazer arte com os pés. Mas, pensemos que um violão é apenas um violão nas mãos de um leigo, mas quando cai nas mãos de um virtuoso, a gente sabe que a arte está ali, mesmo sem saber bulhufas dos rudimentos de História da Arte.

YAGO1

A bola nos teus pés sabia da arte que ias engendrar.

O aparente desleixo na condução da redonda.

O drible curto, como no futebol de salão, aqueles milímetros que viravam uma alameda.

O chute seco, as elipses da bola no ar, fugindo das mães espalmadas do goleiro que queria abraçá-la em vão. O gol.

Nunca mais essa alegria praqueles que te viram surgir, menino magrela, num jogo importante. Aquele jeito de moleque que está jogando futebol entre os adultos e daqui a pouco vai pra casa, logo que a mãe chamar pra ir tomar banho.

YAGO2Aquele jeito sempre moleque de jogar alegre, pra frente, indo pra cima do adversário, respeitando, mas buscando uma fresta – entre as pernas, entre dois zagueiros – para fazer a festa da galera – o gol que gritado junta várias vozes de homens, mulheres, meninos e meninas numa só voz.

Não vai mais ter pulos, danças, abraços na margem do gramado, como se toda alegria – neste país e num Estado de tão poucas alegrias – tivesse sempre que ser compartilhada.

Não vai ter mais aquele choro verdadeiro, de atleta que é também torcedor, sentado no centro do gramado, lamentando a perda do título ou a desclassificação.

Aquela faixa estreita de gramado, ali pela lateral-direita, lá onde as firulas ganham as entradas dos zagueiros raivosos, lá onde a torcida gritava “vai, vai”, devia ter alguma inscrição.

Algo do tipo: “por aqui passou, driblou, festejou, fez gols um dos maiores laterais deste Estado”.

bola_na_redeMas a gente sabe que isso é apenas sonho do cronista, que, afinal, todos dizem que “rei morto, rei posto”, que “o show não pode parar”, e que outros virão te substituir.

A gente sabe de tudo isso, viu?

Mas a gente quer dizer apenas um modesto OBRIGADO, Glaybson Yago Souza Lisboa, moleque bom de bola que a torcida aprendeu a chamar de YAGO PIKACHU, pelos gols, pelas alegrias e até mesmo por ter chorado junto com a gente, pois a gente sabe que é nas derrotas que se revelam os grandes campeões, como você.

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AS VOZES

 

 Por  Alfredo Garcia

1.

Eu levo as vozes dentro do bolso da calça jeans, pai. Aposto que o senhor riria de mim se fosse antigamente.

Pois é fato. Hoje, no aparelho celular, cabem o telefone, a calculadora, a agenda, TV, despertador e o rádio, entre outras coisas.

O rádio… Eu sei que o senhor gostava muito de ouvir rádio. A senhora também, né, mãe?

Eu puxei aos dois, então. Minha mais remota imagem eu guardo num velho álbum: lá estou eu, com um rádio de pilha ao lado, no berço.

O bebê ouve rádio.

  2.

O rádio veio trazendo as vozes pra vida da gente. Foram tantas, hein, pai? Não é mesmo, mãe?

Foi nele que o senhor ouviu as primeiras (e tristonhas) notícias do Golpe Militar de 1964.

As prisões dos amigos. As vozes também falavam de coisas tristes, né, pai?

A vida é vida por isso mesmo: cabedais de tristeza de um lado, alegrias do outro.

Uma das alegrias do menino que fui, eu lembro bem: em 1974, a voz de Minnie Riperton vindo pelo velho rádio Transglobe Philco de seis pilhas grandes, cantando “Loving You”:

Loving you is easy ‘cause you’re beautiful

And making love with you is all I wanna do

Loving you is more than just a dream come true

And everything that I do, is out of loving you.

3.

A senhora também gostava muito de rádio, né, mãe?

Eu me recordo que, assim que a gente veio do interior pra capital, a senhora aumentava o volume pra ouvir aquele programa na hora do almoço!

Como era mesmo a música do Ari Lobo…

Ah! Era assim: É uma tristeza / Uma infelicidade / Ouvir meu nome na patrulha da cidade.

Ah! Saudade, mãe, saudade de tanta coisa que o peito não dá conta de carregar.

Saudade maior das vozes de vocês, pai e mãe.

Outra música que a senhora cantava desafinada, acompanhando pelo rádio, era “Ilha do Marajó”

Recebi um telegrama

Do meu velho pai

Me pedindo pra voltar

O meu pai é fazendeiro

Na ilha do Marajó

No estado do Pará

que muito depois soube que era de Zito Borborema.

4.

Por fim, como quase tudo na vida, as vozes vão sumindo ou se encantando.

No rádio, algumas vezes, pela noite, revivem por instantes.

Como vocês agora, aqui falando comigo.

Eu sei que vim sem avisar.

Mas é assim que a gente deve fazer com quem a gente ama: aparecer do nada.

Pra ver um riso de espanto na cara da pessoa.

Pra ter o aconchego do abraço inesperado.

Vou acender as velas e deixá-las aqui no batente.

Elas já lacrimejam suas lágrimas de cera.

Sua bênção, pai.

Sua bênção, mãe.

 

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SEMEC ENCERRA PROJETO DE PROMOÇÃO DA LEITURA COM FEIRA CULTURAL EM MOSQUEIRO

 

Cerca de oitocentos alunos de oito escolas municipais de Belém participarão de um grande evento cultural no distrito de Mosqueiro, nesta sexta-feira, 02 de outubro, das 9 às 17 horas, na culminância do projeto “Memória da Literatura” promovido pela Secretaria Municipal de Educação (Semec) através do Sistema Municipal de Bibliotecas Escolares (Sismube), o qual desde 2013 até setembro deste ano já levou a promoção da leitura às setenta escolas que compõem a rede municipal da capital paraense.

Em 2013, quando foi lançado, o projeto contemplou a “Memória da Literatura do Pará”, levando vida e obra de cinquenta escritores que produziram seus escritos no território paraense, como Max Martins, Dalcídio Jurandir, Bruno de Menezes, Ruy Barata, Adalcinda Camarão, Edyr Proença, Eneida de Moraes, Maria Lúcia Medeiros, entre outros. A dinâmica da proposta é simples: através de banners, as escolas recebem exposições sobre os autores, com os alunos conhecendo, através da mediação dos professores, a vida e obra dos produtores de textos. Na culminância, as escolas apresentam em linguagens diversas (Teatro, Música, Contação de Histórias, Dança, Canto, etc.) o resultado do trabalho realizado.

Em 2014 houve a participação de doze autores paraenses contemporâneos ligados à Literatura Infanto-juvenil: Alfredo Garcia-Bragança, Amaury Dantas, Andersen Medeiros. Antônio Juraci Siqueira, Bella Pinto, Daniel Leite, Edvandro Pessoato, José Antônio Neto, Luiz Peixoto Ramos (Jabutigão), Paulo Nunes, Rufino Almeida e Walcyr Monteiro. Em 2015 a ação cultural trabalhou com os autores nacionais e os universais, como Ana Maria Machado e Ziraldo, e ainda La Fontaine e Saint-Exupéry.

 

peixotoMUNDO-LIVRO

Para os que foram às escolas, o sentimento é de valorização da literatura regional. “Que o projeto possa difundir o vírus da leitura, do interesse pela arte, contamine novos leitores, motivando-os a transformar-se pela arte”, diz o escritor Edvandro Pessoato. Com mais de trinta anos de estrada na vida literária, Luiz Peixoto Ramos, conhecido em Belém como Jabutigão, diz que muitas vezes a emoção tomou conta dele ao ver seus livros “vivos”, interpretados pela garotada das escolas. “Foi uma experiência ímpar em todos os sentidos. Apoiar autores paraenses, de uma maneira lúdica, engrandece e enriquece a nossa cultura”.

GARCIA.FOTO

O escritor Alfredo Garcia-Bragança (ao lado), criador do projeto, estima que, em seus trinta e seis meses de existência do “Memória da Literatura”, tenha sido atendido um público estimado em sessenta mil pessoas, aí somadas as comunidades escolares, país e responsáveis e habitantes dos entornos das escolas de Belém. “O projeto proporcionou um resgate da autoestima dos nossos alunos e alunas, dos docentes, e levou até as escolas um pouco da nossa rica arte literária. A semente foi lançada, resta agora cultivá-la e perseverar nesta missão, que é árdua”.

Daniel Leite (abaixo), atualmente cursando doutorado em Letras em Portugal, na Universidade de Lisboa, também foi ao encontro dos leitores e leitoras de Belém. “Sempre me perguntam quando eu virei escritor. Digo que não sei. Sei apenas que tudo começou quando eu virei leitor, Isso o projeto proporciona: abrir um mundo de livros às crianças”.

daniel_leite_0028

A coordenadora do Sismube, professora Georgete Albuquerque, enfatiza que, somado a outras ações de promoção da leitura nas escolas municipais, o projeto proporcionou o prêmio “Reconhecimento do Município Leitor”, do projeto “Trilhas”, do Instituto Natura, junto com Rio de Janeiro (RJ) e Ponta Grossa (PR) este ano. “Este reconhecimento é um estímulo muito grande para buscarmos outras realizações”.

 

SERVIÇO

Culminância do projeto “Memória da Literatura”, sexta, 02 de outubro, de 9 ás 17 horas, na escola municipal Anna Barreau (Rua Mariano Cavalero de Macedo – Vila Nova, s/n – Ariramba). Participação de estudantes de oito escolas municipais do distrito e presença dos escritores Alfredo Garcia-Bragança e Luiz Peixoto Ramos (Jabutigão),

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ALGUM DIA

Algum dia, inapelável,

uma voz me dirá:

– O que fizeste

da tua vida?

E eu direi:

– Eu me fiz livros,

letra, asa da palavra,

ror de vocábulos;

silencio

varei florestas

de cipoais

de silêncios,

nauta das entrelinhas,

e pus a nu

o que era Verbo;

verti ocasos

no que antes

era alvura;

vivifiquei

espantos

&

aluviões de dúvidas;

PÁSSARO3

nalgum remoto

dia enluarado

me fiz elipse.

silêncio2

aluviões de dúvidas;

nalgum remoto

dia enluarado

me fiz elipse.

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DO AMOR E SUAS ADAGAS

Poema de ALFREDO GARCIA-BRAGANÇA

“O amor é dono dele mesmo”.

Martha Medeiros

I

“O amor é dono dele mesmo”;

pouco importa

tua maquiagem borrada,

tua insônia, teu surto,

teus poemas escarrados.

II

“O amor é dono dele mesmo”;

tu és a partner,

ele o atirador de facas;

tu és o alvo,

ele a seta atirada.

III

“O amor é dono dele mesmo”;

pouco a ele importa

o teu choro em silêncio,

tua oração no escuro,

tua rascante blasfêmia.

adaga

IV

“O amor é dono dele mesmo”;

nem os teus voos insólitos,

nem teus rogos prematuros,

nem o “eu te amo” abortado,

nada mudará isso.

V

Porque ele é o hóspede

que invade nossos cômodos,

porque ele é a saudade

que acalenta nosso exílio.

VI

Porque sonhamos com ele

do tamanho dos nossos medos;

porque acordamos com ele

à altura de nossas misérias humanas.

OLYMPUS DIGITAL CAMERA

 

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