ALFREDO GARCIA-BRAGANÇA (Entrevista)

Por Vítor Barros

Esse ano a feira tem como tema “Terra: País de todos”. Você consegue enxergar alguma relação com a sua obra?

Sim. Tanto pontualmente, por viver nesta região impregnada de mitos e mistérios, maiores que as nossas forças e desejos de fazê-la Literatura, quanto por diversos livros meus abordarem a vida neste planeta insólito, povoado por nós, humanos, raça imperfeita que teima em se dizimar, e pela minha preocupação com a ecologia, registrada em livro infantil lançado há 24 anos, chamado “Clarinha e o Pé-de-Vento”.

Pretende falar sobre o que no Encontro Literário que o senhor vai participar?

Fui instigado a falar sobre premiações. Tenho um razoável know how quanto a isto por já ter obtido mais de uma centena de premiações em concursos literários regionais e nacionais. Mas entendo que o livro premiado nem sempre é aquele que faz sucesso junto ao público.

Como é o cenário editorial para os escritores paraenses na atualidade?

Precário. Não há apoio ao fomento de editoras por parte de nenhuma instância governamental e as poucas que existem se digladiam por um mercado ainda em construção. Há muitos e bons autores, excelentes ilustradores e publicações de qualidade.

 

GARCIA.JOEL

Quantos títulos individuais o senhor já contabiliza na sua careira? Qual deles marcou mais a sua trajetória?

Contabilizando até este mês de abril de 2016 são 36 títulos publicado em 30 anos de trabalho literário. Cerca de sete títulos estão prometidos para serem lançados na Feira Pan-Amazônica do Livro, mas dependem de fatores que não a vontade do autor.

O que o senhor tem de lançamento para apresentar ao público da feira?  Se sim, fale um pouco sobre essas obras.

Bom, de concreto terei para autografar dois livros para o público adulto e outros dois para o infanto-juvenil: “Bibliocantos” (Poemas), “Dez contos por Belém” (Contos) e “Poemas Ronronados” e “Circo pelo avesso” (Twee Editora).

GARCIA.CARICA

 

Como começou o seu gosto pela escrita?

Lá no ano de 1970, quando minha avó paterna, Constance Garcia, me presenteou com uma coleção de seis livros de Monteiro Lobato. Há exatos 46 anos, portanto, sou um leitor voraz. Atualmente não leio menos que cinco livros por mês.

capa GITOS valendo (1)

Quais as suas referências literárias?

Inúmeras. Cito algumas delas: Monteiro Lobato, Machado de Assis, Rubem Fonseca, Ignácio Loyola Brandão, Dalton Trevisan, Jurandir, Max Martins, além de Tchekov, Júlio Cortázar, Horácio Quiroga, Balzac, Maupassant, Verlaine, Baudelaire, Mallarmé.

 

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