CRÔNICAS LIGEIRAS: O SONHO ACABOU?

 

De repente, não a Califórnia, mas nesta sexta-feira, 28 de agosto de 2015, acordo e vejo – no zapear que me é comum -, o filme GAROTA DOURADA (1984, de Antonio Calmon). Uma comédia banal embalando amores juvenis, mesclada a um esoterismo bicho-grilo, surf, asas deltas, etc. e tal.

Aí eu me pergunto: por que eu não viajei nesse sonho, naquela época? Garotas bonitas (nossa, como a Bianca Byngton era linda – e ainda é!), praia, luaus incríveis. Conheço todas as músicas, rememorei a Marina cantando com o Guto Graça Mello “Romance e aventura”… Enfim, por que o sonho não me alcançou naqueles anos tão distantes?

Então, descubro que aquele não era o meu sonho. Que eu era um sujeito de 23 anos que há quatro trabalhava duro em um banco privado como escriturário por exatas oito horas por dia, morando no sonho de consumo da casa própria num conjunto habitacional planejado pelos “gênios” da ditadura militar. Que era arrimo de família. E que meus sonhos eram rasteiros: somente sobreviver era o suficiente para mim.

Depois aquele sonho da garota dourada, que era o de todos nós, desandou e surgiram outros sonhos que fui pontilhando na minha alma de sonhador. E eu descobri que sonhos nunca são sonhados só por uma pessoa. Estão aí pra desmentir isso meus parceiros: Gleice Garcia, Alfredo Garcia Neto, Frederick Hesse e Glenda Corrêa.

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