ENTREVISTA: “Futebol é coisa pra cachorro!”

Boa parte da imprensa local bem que tentou, mas poucos chegaram ao menos perto da fonte, que jorrou suas informações só para este blog através do intérprete canino Barney Rubble Anani, o poodle mesclado com bassê que mora em casa há exatos 12 anos. Barney, que na sua mocidade canina foi triatleta – nadador, futebolista e corredor -, conhece os caminhos para chegar a qualquer cachorro da Região Metropolitana de Belém, aí inclusa Pretinha, a mais recente sensação da cidade de Belém, a qual se notabilizou ao invadir o encharcado ex-gramado do Mangueirão no jogo entre Remo e Paissandu do dia 15 de fevereiro.

Nesta entrevista exclusiva, Pretinha fala da fama repentina, de futebol, torcidas e muito mais.  

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PÁGINANUA – O QUE VOCÊ TEM A DIZER, PRETINHA, SOBRE A REPERCUSSÃO DE SUA INVASÃO NO GRAMADO QUANDO DO JOGO ENTRE REMO E PAISSANDU?

PRETINHA – O que eu posso dizer? Se os humanos admitem animais nas arquibancadas, de um e outro lado das torcidas dos clubes, por que não eu em campo? Aqueles que estão me achincalhando nas redes sociais vão se ver com meus advogados!

PN – ADVOGADOS?

Sim! Por que a estranheza? Querido, estou até com Assessoria de Imprensa, propostas para a marca Pretinha sair em revistas, livros e ração para cães vira-latas. Te mete!

PN – E SOBRE A INVASÃO?

Honey, aquilo não foi invasão! Quando alguém invade algo ou alguma coisa é porque há o uso da força. Eu usei da força? Ná,né,ni,no, NÃO! Simplesmente aquela partida estava mais monótina que domingo embaixo da passarela do Detran. Daí eu fui lá e CAUSEI… (risadas caninas).

PN – MAS HÁ QUEM DIGA QUE FOI PROPOSITAL AQUILO, QUE SEU DONO É TORCEDOR ALVI-AZUL.

A torcida ladra e a Pretinha passa, mon chéri. Proposital nada. Já expliquei, né não? Quanto a ter dono, como autêntica vira-lata “eu sou de todo mundo” e também sou uma cachorra autônoma.

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PN – MAS O QUE TE MOTIVOU A TOMAR AQUELA ATITUDE?

Eu estava à margem do gramado, como faço em todo jogo que há no Mangueirão. Aliás, me permita dizer, coloco no bolso todos esses comentaristaszinhos que há por aí. Conheço mais de futebol do que todos eles juntos. Agora foi assim: fui treinada a caçar ratos na última casa que morei, em Catombebé. Meu tutor da época falava assim: “Rato, rato, ratinho!”. E eu pulava atrás do dito cujo. Naquele dia do jogo eu estava no meu cantinho quando ouvi alguém, que estava de olho no jogo e no lance gritar: “Maldito Ratinho!”. Daí corri atrás do roedor, que no caso tinha duas pernas ev estia a camisa do Remo… (gargalhadas caninas).

PN – DIZEM QUE VOCÊ FOI O MELHOR ZAGUEIRO DO PAPÃO NAQUELE JOGO.

Modéstia a parte fui sim. Também eu mordo mesmo o adversário, sabe? Não quero saber se é rato, Pato, Jacaré ou Leão. Vou na canela. Acho que vou cobrar meu bicho do Vandick. Afinal, futebol é coisa pra cachorro.

PN – PARA ENCERRAR: PLANOS PARA O FUTURO.

Hum, bom, estou lançando meu site: www.pretinhaboadebola.com.br e uma página no facebook, etc. E domingo que vem, não perde, hem? Tô lá no Mangueirão de novo. Ah! Breve lançarei um CD e tem uma escola querendo usar meu nome no samba-enredo para 2015. Beijos meus amados!

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