SONETO DA PERPLEXA IDADE

(Paródia do SONETO DA FIDELIDADE, de Vinícius de Moraes)

Nanda Costa Playboy

De tudo ao meu amor serei indecente
Seja ela com pelo, ou nem mesmo tanto
Que mesmo em face do maior espanto

Xurânia, sempre me deixes contente.

 

Quero sorvê-la num motel pulguento

Ou em suíte chique, em qualquer canto

Rindo com ela, os dois gozando tanto

Que encharcaremos o chão de cimento.

E assim, depois de um porre que não cura,

Tenha eu sorte de atender ao apelo

Dessa mulher, a qual diz que me ama

E eu possa ela curtir com ou sem pelo

pois no sexo, importa mais a chama
do gozar infinito enquanto dura.

Nanda Costa Playboy

3 Comentários

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3 Respostas para “SONETO DA PERPLEXA IDADE

  1. O homem é um animal social sexualmente insaciável. somando-se 5% de senvergonhice própria da espécie, reúne todas as possibilidades para se tornar um autêntico canalhocrápula.
    Quanto ao soneto ilustrado com aquelo escultural corpo nu, não há como não predominar o animal em detrimento do intelectual, racional/civilizado.

  2. Rufino Almeida

    Com um Monumento de beleza escultural como esse, o Poema só faz aumentar mais o sofrimento. O que os olhos não vêm o coração e os outros membros do corpo não sentem. – Obrigado Poetinha…

    • Rufino Almeida

      Nesse caso, a Poesia atrapalha. Tira o foco do principal. Uma coisa de cada vez. A poesia fica em segundo plano. Para você é o contrário? Se for, respeito as nossas diferença. Aliás, segundo Gilberto Gil, ser diferente é normal…

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