REFLECTIONS OF MY LIFE (OU SÁBADO, DE TARDE, SOB O SOL DE JUNHO)

NO MEIO DE TUDO SOMOS O SUTIL MISTÉRIO DAS COISAS INDECIFRÁVEIS

 

Tem gente de quem eu sinto saudade. Tem gente de quem não sinto a mínima.

Há coisas que eu não fiz, e que gostaria de ter feito, outras que eu fiz e que me arrependo.

Há muita coisa oculta no meu olhar; também há muito desnudado no que eu escrevo.

Tem coisas que eu me preparo para fazer e deixo de lado, outras que eu nunca pensaria em fazer e que acabo realizando.

Há dias em que eu acho que nunca mais verei essas manhãs serenas e os entardeceres do meu Pará, aqui em Ananindeua. Noutros dias eu acordo com a sensação de que a vida nunca foi tão bela, que ainda tenho ao menos trinta anos pela frente e vou para o trabalho com a disposição e a ingenuidade de quando tinha 18 anos.

Penso que já causei muita dor. Penso que já me causaram muita dor. Penso que magoei muita gente. Penso que muita gente já me magoou. Não pensar mais nisso é o melhor a se fazer?

Acho que a vida é assim mesmo: inverno/verão/inverno de novo.

Penso que nessas tardes de sábado, quentes como o colo de uma mulher que se ama, eu deveria mergulhar numa nuvem e voar feito uma folha de jornal em redemoinho.

Isso é o que eu penso. Nem sempre é o que eu faço.

Penso que já fiz muitos amigos, perdi muitos e acredito na palavra como a celebração da Amizade. Creio que a Amizade está para o Amor como a Poesia para a Prosa. Sexo é Prosa; Amor é Poesia. Os dois juntos é celebração da Vida.

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