VER-O-PESO (3)

 

V

 

Esse navegar de ausências

entre geografias do cotidiano:

mãos tecendo o dia

mãos tangendo

frutas, nomes e cheiros.

Eis o tempo a rir-se

do humano

(frágil vigilenga).

 

VI

 

Sob os meus olhos o mar

e a estupidez dos homens.

 

Sob meus versos

a inutilidade do poema,

esse-um.

 

 

Foto: mondobelem.com

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